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sábado, 21 de janeiro de 2012


Um dos momentos mais preocupantes pra mim era de como eu ia começar a conversar com o Gustavo sobre o surgimento de um irmãozinho na vida dele? Achei essa matéria divina e tem me ajudado demais... é do site guia do BB o endereço da página se encontra no final do post. Segue a matéria na integra!

Quando você e seu companheiro levaram seu primeiro filho do hospital para casa eram pais novatos, tendo muito o que aprender, adaptações a fazer e um desafio a enfrentar: o de criar apego pelo novo membro da família. Quando vocês trouxerem o segundo filho para casa, vocês dois já serão verdadeiros mestres no que diz respeito à paternidade/maternidade; não serão vocês, mas sim o filho mais velho, que precisará aprender mais, fazer mais adaptações e esforçar-se para criar um apego pelo recém-nascido. Isso não será mais fácil para o seu primogênito do que foi para vocês; e, considerando sua idade e nível de maturidade, pode ser bem mais difícil. A melhor sugestão de todas: fique tranqüila. As crianças vivem como vivem os adultos que as rodeiam. Se você estiver ansiosa com o modo como seu filho vai reagir ao fato de ter um irmãozinho, seu filho ficará ansioso também.

A gravidez e o parto tornaram-se assunto de família. Como ocorreu com os pais nos anos 70, nos 80 os irmãos já não são excluídos dos nove meses de preparação e excitação que culminam na chegada de um novo irmão ou irmã. Em vez de tentar entender o que está acontecendo a partir de sussurros entre os adultos e conversas misteriosas sobre cegonhas e canteiros de repolho, os primogênitos de hoje freqüentemente envolvem-se com a gravidez desde os primeiros meses.

A preparação de um irmão é pelo menos tão complicada quanto a preparação dos pais. O primeiro passo, evidentemente é contar ao filho mais velho que a mãe está grávida. Sabemos que as crianças, desde muito cedo, começam a perceber que "algo" está acontecendo. Elas podem captar conversas sérias ou animadas entre os adultos , ver sua mãe sentindo-se mal ou tensa e preocupada, notar outras mudanças na casa - e pensam: "o que estão escondendo de mim?" - "o que vai acontecer? "

O fato de contar desde cedo a criança também dá a vocês bastante tempo para ajudá-la a se acostumar a idéia de ter um irmãozinho e trabalhar seus sentimentos. Talvez convenha esperar até que você receba os resultados dos exames, como ultra-som morfológico, ou amniocentese, ou até o fim do período de risco, se tiver uma história de abortos espontâneos - embora seu filho possa ficar mais chateado ainda se você estiver presa à cama e ele não souber por quê.

Acabado o mistério, há várias medidas que os pais podem tomar para tornar o bebê que está para chegar menos ameaçador para a criança que já mora na casa:

  • Faça todas as grandes mudanças que você planeja fazer na vida de seu primogênito no começo da gravidez, se não tiver tido oportunidade de realizá-las antes de engravidar: matriculá-la na escola - para que tenha um refúgio fora de casa quando o bebê chegar, e não sinta que está sendo expulsa de casa.
  • Ensine-o a usar o banheiro ou desmame-o da mamadeira agora, e não logo após o nascimento do bebê.
    Acostume seu filho a passar um pouco menos de tempo sozinho com você - se você nunca o deixou com uma babá e vai precisar fazê-lo depois que o bebê chegar, comece a deixá-lo com a babá por curtos período durante o dia.
    Se o papai até agora não esteve muito envolvido nos cuidados coma criança, comece a trazê-lo para as rotinas de alimentação, banho e hora de dormir, para que ele possa substituí-la habilidosamente quando você estiver no hospital ou ocupada com o novo bebê.
  • Dê início a atividades regulares de diversão entre o pai e o filho(café-da-manhã fora de casa no domingo, sábado à tarde no parquinho, uma história lida depois do jantar), rituais que podem continuar sendo desfrutados por bastante tempo depois que o bebê nascer.
  • Seja sincera e clara acerca das mudanças físicas pelas quais está passando. Explique que você está cansada ou nervosa porque "fazer um bebê é difícil", e não por estar doente ou cansada dele. Não use a gravidez como desculpa para não pegá-lo no colo. Se você precisar passar mais tempo deitada (a pedido médico) sugira que ele deite ao seu lado e tire uma soneca, ouça uma historinha veja TV com você.
  • Apresente seu filho ao bebê enquanto ele ainda estiver no útero. Mostre-lhe ilustrações próprias a sua idade, do desenvolvimento fetal mês a mês, explique-lhe que, a medida que for crescendo a barriga também crescerá, e que quando for suficientemente grande já estará prontinho para sair. Encoraje-o a sentir com as mãozinhas , o movimento do bebê, mas não o obrigue a isso, se não quiser.
  • Para que seu filho não se sinta um mero figurante no drama da gravidez, leve-o a uma ou duas consulta pré-natais e em especial ao ultra-som. Mas não esqueça de levar ao consultório um lanche, livro ou brinquedo predileto, para o caso de haver uma longa espera.
  • Envolva seu filho em quaisquer preparativos pelas quais ele parecer interessado: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos - deixe-o até escolher sozinha uma ou duas coisas baratinhas mesmo que lhe pareçam estranhas. Deixe-o abrir os presentes que cheguem antes do bebê nascer.
  • Familiarize seu filho com os bebê em geral. Mostre-lhe fotos dele quando bebê, diga-lhe como era (não se esqueça de incluir algumas histórias que mostrem o quanto cresceu desde então). Se possível, leve-a a uma maternidade para olhar os recém-nascidos (ela descobrirá que não nascem tão "bonitinhos" quanto os bebê mais velhos). Explique que os bebês não fazem quase anda além de chorar, dormir e mamar, e que por algum tempo não conseguem ser bons companheiros de brincadeiras.
  • Evite dizer coisas como: "Não se preocupe, nós vamos continuar a gostar de você, mesmo com a chegada do novo bebê" - por mais bem intencionadas que seja, tais afirmações podem causar preocupações em seu filho, pode sentir-se incapaz de competir com o bebê.
  • Se você pretende dar o berço dele ao bebê, faça vários meses antes da data prevista para o nascimento. Se o mais velho ainda não tiver condições de dormir em uma cama, compre uma caminha provisória, aquela com grades nas laterais. Ajude-o com a decoração do quarto, e enfatize que está mudando de cama ou quarto porque está crescendo e não porque o bebê está a caminho.
  • Apresente ao seu filho os nomes que você está pensando em dar ao bebê, envolvendo-o nesse processo de escolha. Lembrando, é claro, que a escolha final é sua.
  • À medida que a data de parto estiver se aproximando (e só agora) prepare seu filho para o fato de você precisar passar algum tempo no hospital quando o bebê chegar. Faça-o ajudá-la a arrumar as malas e estimule-o a incluir alguma coisa dele para que você leve consigo. Certifique-se que a pessoa que ficará com ele está completamente familiarizada com sua rotina.
Boa sorte!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tudo igual na segunda gravidez?
Você está grávida de novo e muito menos ansiosa desta vez. É natural, principalmente se tudo correu bem no primeiro parto, se a gestação foi planejada e se todos em casa estão curtindo a chegada de mais um bebê na família. Mesmo assim, não descuide do pré-natal e siga, da mesma forma, todas as recomendações do seu obstetra.

Atenção!
Uma gravidez nunca é totalmente igual à outra. Por isso, cada uma delas deve ser avaliada como se fosse a única. As dificuldades anteriores podem não se repetir agora, o que não garante, também, que se tudo correu maravilhosamente bem da primeira vez, vai acontecer da mesma forma agora.



Tudo tão igual

 No espelho, você logo percebe que o corpo está diferente: os seios maiores, a cintura sumindo, as formas mais arredondadas. Ao mesmo tempo, sente um leve peso na região uterina.
 Novamente, os enjôos, as tonteiras, a azia, a sensação de pernas pesadas e tantos outros desconfortos. Só que, agora, você já sabe como prevenir e atenuar cada um deles.
 A relação com o obstetra é antiga e de total confiança. Afinal, ele acompanhou seu pré-natal, fez o parto; conhece bem como você reage aos sintomas, exames e medicamentos. Mas, se preferir mudar de médico, nenhum problema. Só procure fazer isso o mais rápido possível, para que ele possa estar com você desde o começo da nova gravidez.


Tudo tão diferente

 O segundo bebê costuma se mexer mais cedo no útero, antes ainda de completar o quarto mês. Detalhe: você já aprendeu a reconhecer seus movimentos.
 A barriga, também, aparece antes. E pode ser mais volumosa porque os músculos abdominais ficaram mais distendidos depois da primeira gestação. Mas, tudo depende dos cuidados no pós-parto e se a mulher faz ou não exercícios físicos regularmente.
 O colo do útero encurtou, facilitando a dilatação e permitindo um trabalho de parto mais rápido.
 Você pode optar pelo parto normal mesmo já tendo passado por uma cesariana, mas somente o obstetra dará a decisão final. Há uma probabilidade de ruptura uterina, embora mínima: 0,5%. Porém, se o primeiro parto foi cesáreo porque não houve dilatação, a tendência é que o problema se repita.
 Agora, existe o risco de aparecimento da doença hemolítica do recém-nascido, caso o pai tenha fator Rh positivo, e a mãe, negativo. Para evitar, a mulher deve tomar a vacina anti-D (imunoglobulina anti-Rh) até 72 horas depois do primeiro parto.
 Algumas patologias da gestação anterior podem voltar a se manifestar: hipertensão arterial, diabetes, disfunções da placenta, doenças reumatológicas, renais e cardíacas, entre outras. Converse com seu obstetra para saber os riscos de engravidar de novo.


Quanto tempo depois?

Sendo as associações médicas de todo o mundo, hoje, o intervalo ideal entre as gestações é de três a cinco anos. Com isso, diminui a incidência de algumas anomalias na gravidez e no parto, como sangramentos, anemias, abortos e nascimentos prematuros.

Para o filho mais velho, em termos emocionais, a chegada do irmãozinho será mais facilmente aceita quando ele já tiver vencido algumas etapas importantes do seu desenvolvimento. Já deve ter aprendido a andar, a comer de colher, não usa mais fraldas, freqüenta a creche ou o maternal, está acostumado a dormir na casa dos avós ou outros parentes, etc. Assim, não se sentirá tão roubado pelo bebê dos cuidados maternos que antes recebia com exclusividade.


Emoções em alta

Em geral, a mulher está mais tranqüila quando espera o segundo filho. A não ser que tenha passado por dificuldades sérias na primeira gravidez, no parto, pós-parto, na amamentação ou que não tenha gerado um neném saudável. Em qualquer um destes casos, além da orientação do obstetra, é importante, também, procurar uma ajuda psicológica. Vale lembrar que o seu estado emocional vai influir diretamente no equilíbrio do bebê.

Isso explica porque alguns nenéns sentem menos cólicas, dormem bem a noite inteira, quase não choram e não ficam ansiosos na hora das mamadas, do banho ou da troca de fraldas. Mais tarde, quando a mamãe voltar ao trabalho, se adaptarão mais facilmente à separação.

Você também se mostra mais segura nesses momentos. Sabe lidar com o choro, com a febre, com as doencinhas típicas da idade, os tombos e outros acidentes domésticos. Não se aflige tanto para dar banho, amamentar e se ele não quer comer ou dormir. Tornou-se, enfim, uma mãe experiente.

Atenção!
Com dois filhos, seu tempo disponível para cada um deles deve ser bem dividido. Use seu bom-senso.



Quando dar a notícia

Assim que receber a confirmação do exame, reúna a família e conte tudo. Não espere até que a barriga cresça ou que os outros sintomas comecem a aparecer. Você já tem um filho, que vai ganhar um irmão e precisa de tempo para se acostumar com a novidade.


Fale com ele

Explique as transformações que acontecem no seu corpo. Certamente, por uns tempos, será difícil dar um colinho, mas vocês continuarão sentando e deitando lado a lado para ver TV, ler uma história, o que ele quiser.

Se estiver perto de deixar as fraldas, adiante um pouco o processo para que não coincida com a chegada do bebê. Também se pretende matriculá-lo na creche ou arranjar uma babá, este é o momento. Todas as mudanças na rotina do filho mais velho devem acontecer logo no começo da nova gestação. Se não for possível, adie para, pelo menos, seis meses depois do parto. Sempre passando a idéia de ganho e não de perda com a chegada do irmãozinho.

Mais do que nunca, o papai deve ser chamado a participar da rotina da criança. O novo bebê, quando nascer, vai ocupar quase todo o tempo de sua mãe, pelo menos nas primeiras semanas.


Totalmente integrado

Seu filho vai adorar ajudar na escolha do enxoval, de algum móvel ou objeto de decoração para o quarto. Caso ainda durma no berço, não o force a cedê-lo, mas explique que já está grandinho e pode preferir ganhar uma cama mais compatível com seu tamanho. Claro que a escolha final será dele.

Chame-o para sentir o irmão se mexendo dentro da barriga e convide-o, também, para acompanhá-la no exame de ultra-sonografia. Conte histórias de quando você estava grávida dele, da alegria que foi o seu nascimento, etc. Aproveite para dizer que nos primeiros meses, a criança mama várias vezes ao dia e passa a maior parte do tempo dormindo. Só depois, vai brincar e ser um companheiro de verdade para ele.

No papel de irmão mais velho, está convidadíssimo a dar sugestões para o nome do bebê. Quem sabe não coincide com a escolha do casal? Só deixe bem claro que todos estão opinando para que ele não se frustre se o nome selecionado no final não for o que ele sugeriu.


Dividindo elogios

Leve seu primogênito para conhecer a maternidade, chame-o para ajudar a arrumar sua mala e a do neném. Quando for dar à luz, deixe-o com alguém que ele goste de ficar: a avó, uma tia querida, a madrinha. Depois do parto, ele vai poder ajudar, sim, nos cuidados com o irmãozinho. Mas, atenção para não sobrecarregá-lo com muitas tarefas e responsabilidades. Em vez de aproximá-lo do bebê, acabaria afastando-o.

Muitas visitas virão conhecer o neném. Nessas ocasiões, procure chamar a atenção também para o mais velho; fale sobre seus progressos e descobertas. Ele, certamente, vai adorar os elogios e comentários dos pais.


Agora, é mais fácil amamentar

http://www2.uol.com.br/topbaby/conteudo/secoes/gravidez/familia/850.html